NAR

NAR - Núcleo de Arte de Riachos, é um núcleo do Museu Agrícola de Riachos, onde estabelece a sua sede.

Rege-se pelo seu Regulamento Interno e pelos Estatutos da ADPHNRR - Associação para a Defesa do Património Histórico e Natural da Região de Riachos.

Visa especificamente preservar, apoiar, promover, divulgar, e desenvolver as Artes e a Cultura em Riachos.

Os artistas encontram-se e desenvolvem as suas actividades artísticas e criativas
num espaço denominado OFICINA d'ARTE



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sábado, 17 de março de 2012

Jornal "O Riachense" - Edição de 7 de Março

NAR com fim-de-semana
carregado de actividades

“PERCURSOS” de Ana Triguinho
Intitulada“Percursos” foi no passado Sábado, dia 3 de Março, inaugurada na Galeria das Artes do Museu Agrícola, a exposição de artes plásticas e poesia de Ana Triguinho, artista e poeta riachense, que há cerca de vinte anos se iniciou como autodidacta na pintura e na pirogravura e, um pouco antes na poesia, tendo desde então, em ocasiões especiais, mostrado em eventos colectivos, algum do seu trabalho. Surgindo agora o momento oportuno para expor individualmente um conjunto de 29 trabalhos que poderão ser visitados, até ao dia 30 de Março, num espaço nobre de Riachos.
Na arte de Ana Triguinho denota-se uma grande carga de emotividade e enorme sensibilidade como trata as coisas da vida, os conceitos tradicionais e de família, como procura os caminhos que levam à realização de objectivos consistentes, escutando sinfonias, por vezes desafinadas que apesar de tudo procuram transmitir a Paz. O gosto pelo azul do céu e do mar que conduzem a um poema ou a uma vida de outros tempos, muito mais sãos, a uma existência cheia de recordações do campestre, da visita à feira ou de uma ida à praia. Da beleza do ridículo e ostentação, aos limites da dignidade humana, os valores cristãos manifestam-se sentimentalmente numa forma de agradecimento ou ajuda a uma velhinha ou de protecção a um menino, rejuvenescendo dentro de si uma criança sem qualquer comparação com o aparente e, lhe provocam uma enorme vontade de alcançar o desconhecido. Ficando-se pelas distantes recordações de Riachos, da infância e do maravilhoso.


“CLARA SILVA NO CAFÉ IDEAL”

Numa demonstração de cor, beleza e voluptuosidade com uma mistura rara de outros sentimentos, Clara Silva expõe desde o dia 3 de Março, no café Ideal, alguns dos seus trabalhos que engrossam a sua já volumosa e magnífica obra plástica.
Num espaço suficientemente adequado para este género de demonstrações de arte, no centro de Riachos, por onde há uns meses para cá já passaram alguns artistas plásticos, Clara Silva, a conhecida pintora do NAR natural de Casais Castelos com atelier em Torres Novas, mostra-nos alguns dos seus últimos trabalhos, entre eles “Bisavó Centenária, uma manifestação de excelência e homenagem ao carinho de uma jovem por uma velhinha sua bisavó. Uma obra sensacional que reverencia carinhosamente os 100 anos da adorada velhinha.
A avó Deolinda, a mulher mais velha de Riachos, a Telma e Clara Silva gozam, assim, reciprocamente do privilégio, da honra e do prazer de verem retratadas na tela, através de leves, suaves e rigorosas pinceladas, aquilo que a vida e os anos, a sensibilidade e os sentimentos, a experiência e o saber se encarregam de nos proporcionar e de nos oferecer.
Para além deste, mais 11 magníficos trabalhos da autora podem ser contemplados até ao dia 5 de Maio.

POESIA
Também neste Sábado foi dia de poesia. Na “Garagem das Artes”, desta vez num serão bastante menos frio, mais agradável e portanto mais participado que o anterior encontro, foram lidos pelos presentes 19 poemas de Miguel Torga, um dos mais importantes autores do século XX e o primeiro vencedor do Prémio Camões, onde se verificou manifestamente um elevado interesse e conhecimento sobre a Obra do poeta em análise neste encontro.
No final, como é costume nestas reuniões, alguns dos participantes leram e deram a conhecer mais alguns dos seus últimos e, portanto, novos trabalhos de poesia e prosa poética o que torna sempre muito mais ricas estas sessões manifestamente culturais.
Para o próximo encontro será a vez de Natália Correia, iniciando-se no mês seguinte um ciclo em que cada um dos participantes escolherá e prepara antecipadamente os poemas que pretender ler ou declamar do autor ou autores que quiser e com os quais mais se identifica.
No dia anterior, sexta-feira, 2 de Março, também alguns poetas e declamadores do NAR participaram no Sarau de Poesia organizado pelos professores do Departamento de Língua Portuguesa da Escola Dr. António Chora Barroso, integrado na Semana da Leitura e realizado no Solar de Santa Maria, onde alunos pais e professores foram protagonistas de mais um sensacional e inigualável espectáculo de representação poética realizado em Riachos onde não faltou a imaginação e jeito para a divulgação da arte de brincar com as palavras e dos mais diversos significados que lhes podem ser atribuídos.
Ana Triguinho, Teresa Gonçalves e Fernando Saraiva foram os declamadores escolhidos e leram poemas de Francisco da Clara, Fernando Gorjão, Alfredo Pereira e Fernando Jorge poetas do NAR.
Um espectáculo, sem dúvida, cheio de beleza que contou também com a participação do grande declamador Chamusquense Raul Caldeira.

Colectiva no “RELÓGIO”
Desde o dia 4 de Março que está acessível no café Relógio mais uma exposição de desenho e pintura com trabalhos de Olga Maniés, Manela, Dadinha, Manel Gonçalves, Carlos Antunes, Teresa Garcia, Amélia Pinheiro, Rosa Pamole, Beta S. e Jorge Pinheiro.
A mostra composta por 10 quadros a óleo, acrílico e carvão pode ser visitada até ao dia 5 de Maio.

António Júlio Pereira Jorge


domingo, 29 de janeiro de 2012

Jornal "O Riachense" Edição de 25 de Janeiro de 2012

PASSARAM DOIS ANITOS!...

Núcleo de Arte comemorou aniversário

Foi no auditório do Museu Agrícola, que cerca de duas dezenas de pessoas, com algum talento para as artes, se reuniram no dia 16 de Janeiro de 2010 e aprovaram o regulamento que permitiu a criação do NAR como um núcleo do museu de Riachos, passando a fazer parte do seu organograma.
Daí em diante esse grupo de pessoas foi crescendo. E depressa o número de membros atingiu uma centena. Hoje são muitos mais.
Quase todas estas pessoas tinham uma coisa em comum: alguma habilidade para executar determinados tipos de trabalhos mais ou menos artísticos. O contacto entre uns e outros através da conversa e trocas de impressões e de conhecimentos, às vezes, apenas, acerca de simples detalhes, à volta de determinados temas, e o contacto com o trabalho ou com as obras de cada um, permitiu, e permite ainda, porque este é o lema, uma maior aprendizagem, interesse e, um despertar do desenvolvimento das capacidades artísticas e dos talentos, adormecidos ou escondidos, (alguns desde a infância e dos tempos de escola) para a criação e realização de coisas novas. Dilatando assim, cada vez mais o gosto pelas artes. Há pessoas, que foram para o núcleo fazer artesanato e hoje integram outros grupos de outras áreas, como as artes plásticas, a poesia, a música, etc. É notável o crescimento e o progresso de todos os que se quiseram esforçar. Outros há que não querendo ou não podendo empenhar-se, o crescendo é obviamente mais lento.
No dia 21 de Janeiro grande parte destas pessoas que integram os vários grupos existentes e a funcionarem no NAR (artes plásticas, artesanato e arte decorativa, poesia, fotografia, oficinas para crianças, música, etc., juntaram-se na “Garagem das Artes” e comemoraram o 2.º aniversário do Núcleo de Arte de Riachos num verdadeiro ambiente de convívio, onde não faltaram os amigos, a boa disposição e a animação proporcionada pelo grupo “Músicas da Terra” e, onde não faltou também a poesia, a genuína poesia, que se faz por cá.
No período mais profundo desta tarde foi lembrado como forma de homenagem, o artesão e poeta Francisco Simões da Clara que há dois meses atrás vimos partir, permanecendo para sempre a recordação e a saudade de um homem bom.
Agradeceu-se honradamente, porque se entende que é dever, aos que colaboraram e contribuíram desinteressadamente para o êxito do NAR e de cada um dos seus membros. Em primeiro lugar ao presidente e restantes elementos da direcção da Associação para a Defesa do Património Histórico e Natural da Região de Riachos, que acreditaram e continuam a apoiar este projecto, apesar de todas as dificuldades com que vive o associativismo nos tempos que correm. As quais são sobejamente conhecidas de toda a gente. Infelizmente! Em segundo lugar à junta de freguesia, colectividades, associações e instituições, órgãos de comunicação social e a todos os amigos que com o NAR têm colaborado. Em terceiro a Comissão Directiva agradeceu a todos os seus membros e familiares pela dedicação e pelo tempo dispensado em benefício do Núcleo, colocando-se à disposição sempre que necessário.
Foi feito um balanço deste último ano de trabalho e apresentado o Plano de Actividades para 2012, onde, entre as muitas acções previstas se destaca a colaboração com a organização da Festa da Bênção do Gado, durante a sua realização, através de exposições temáticas e outros eventos, em vários espaços da Vila.
No final comeu-se, bebeu-se, conversou-se e contaram-se histórias em redor de uma mesa ornamentada com coisas doces e outras salgadas, à volta do bolo que sustentava a vela “nº 2”.

Entretanto,
para saber e visitar
No primeiro sábado do próximo mês, dia 4 de Fevereiro, serão levadas a efeito mais algumas actividades: com inauguração às 15 horas, na Galeria das Artes do Museu Agrícola, uma exposição de pintura da autoria da artista do NAR, Dadinha, onde será apresentada uma colecção composta por dez quadros desta pintora riachense. Esta mostra ficará patente ao público até ao final de Fevereiro.
Às 17,30 no restaurante Nersant, será montada e inaugurada uma exposição individual de pintura de Carlos Antunes, a qual poderá ser apreciada durante dois meses neste espaço situado no Pavilhão da Nersant, em Torres Novas.
À noite, pelas 21horas, realiza-se o XXI Encontro de Poesia com poemas de Manuel Alegre e provavelmente no final, mais alguns novos trabalhos dos nossos poetas do NAR serão divulgados.
No café Relógio continuam em exposição os 12 quadros da colectiva de pintura de artistas do NAR, até 3 de Março. E no café “ideal” encontra-se a individual de Amélia Pinheiro que será prolongada por mais um mês, além da data prevista inicialmente para o seu término a 4 de Fevereiro.

António Júlio Pereira Jorge

sábado, 14 de janeiro de 2012

Texto publicado no jornal "O Riachense" de 11 de Janeiro

NAR iniciou as primeiras actividades de 2012

Com uma exposição de quadros bordados a ponto cruz da autoria de Natália Triães, o Núcleo de Arte de Riachos iniciou no sábado, dia 7 de Janeiro, pelas 14h, a actividade artística e cultural que se propõe desenvolver no ano que agora começou. A mostra da artesã natural de Celorico de Basto e residente em Riachos há 50 anos pode ser visitada na Galeria das Artes do Museu Agrícola até ao dia 31 de Janeiro.
O Ponto Cruz é uma técnica de bordar com bastante popularidade, apreciada e executada essencialmente por mulheres, mas que sem sombra de dúvida apaixona pessoas de ambos os sexos, de todas as idades e estratos sociais.
Usando as habilidades artesanais, Natália Triães, tem vindo, a executar e a aperfeiçoar-se nesta técnica de bordar à mão, tendo adaptado em si um estilo pessoal para ataviar os seus trabalhos.
Duas horas depois, no Café “Ideal” em Riachos, foi inaugurada mais uma exposição. Esta, de Pintura, composta por 12 telas de Amélia Pinheiro. A pintora naturalista e artista do NAR diz ser uma amante da natureza, pintando-a com toda a exactidão conforme ela se apresenta aos seus olhos. A paisagem e a natureza morta apaixonam-na. Também o corpo humano está patente nesta exposição, que poderá ser visitada até ao dia 4 de Fevereiro.
Também no Café “Relógio”, por volta das dezoito horas, foi colocada uma exposição colectiva de Pintura de artistas do NAR, composta por 12 trabalhos de: Zé Manel Gonçalves, Jorge Pinheiro, David Duarte, Rosa Pamole, Manela, Dadinha, Sousa Varela, Beta S., Teresa Garcia, Ana Isabel, Mendes Pedro e Mónica Pamole a qual se manterá patente neste espaço comercial durante dois meses.
A terminar esta maratona de actividades, o NAR realizou, ainda, na “Garagem das Artes” o seu XX Encontro de Poesia, desta vez com poemas de Ary dos Santos, no qual, por cerca de duas dezenas de pessoas, foram lidos, declamados e cantados os 17 poemas do autor escolhidos para o “Caderno” deste encontro onde José Carlos Ary dos Santos foi lembrado como o poeta do povo, da canção e da liberdade, reconhecido hoje por todos pela sua obra, pelos seus poemas, que todos os grandes cantores interpretaram, alguns em festivais da canção, onde foram vencedores.
No próximo dia 16 o NAR completa 2 anos desde a sua criação, comemorando o aniversário no sábado, dia 21 de Janeiro, com a realização de uma pequena festa onde não ira faltar, com certeza, a animação musical pelo grupo do NAR “Músicas da Terra” constituído neste momento por cinco elementos e com cerca de trinta temas já ensaiados e afinados no seu reportório.
Em todas as áreas das artes do NAR estão já programadas actividades e outras acções até final do ano. Em especial na área das Artes Plásticas onde a Galeria do Museu e outros espaços, tais como, cafés e restaurantes têm já agendadas exposições em todos os meses do ano.

António Júlio Pereira Jorge

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

BLOGUE "CANHOTICES" 22 DE JAN 2010

Arte em Riachos

Dos Riachos chegam-nos notícias de gente que não desiste da arte e da cultura. O próprio Museu Agrícola de Riachos é uma casa viva, muito viva, onde a presença diária de artesãos e artistas que aproveitam o espaço fazem deste museu um caso muito sério e a merecer visita obrigatória. Agora foi criado o NAR (Núcleo de Arte de Riachos) pelo Museu / Associação Património de Riachos em associação com cerca de duas dezenas de artistas e artesãos.
Nesta vila do concelho de Torres Novas produz-se cultura e isso constitui um património inestimável para o futuro. Mas também é verdade que há instituições como o Museu Agrícola, dinamizado pela Associação de Património local, que cedo perceberam o seu papel fundamental na dinamização da cultura local. Não se limita a chora por pedras inanimadas, naturezas mortas. Como também não se inventa o folclore do ribatejano marialva do barrete encarnado. Riachos respeita a memória mas recusa o saudosismo serôdio.
Em riachos o património faz a ponte para o dia de amanhã.
É bom saber que por ali a defesa do património é uma realidade viva e vivida.

Por curiosidade e a propósito do NAR, na internet é possível descobrir alguns dos mais interessantes artistas oriundos da vila riachense.
Descubram, por exemplo, clicando nos nomes: JOSÉ COELHO ou PEREIRA JORGE .
Riachos é uma descoberta constante.
Sim, já aqui o disse uma vez e repito-o com orgulho de torrejano:
Riachos tem qualquer coisa de especial.


Publicado por José Manuel Mota Pereira

sábado, 13 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010